crie uma história de ALL for the game onde alguém…

fanfic · Drama · 2026

1 capítulo1.925 palavrasPT
Capítulo 1 de 1

Sobre a trama

Os Foxes são transportados misteriosamente para uma sala onde devem reagir a um novo Riko Moriyama, um estranho em pele alheia, levantando questões sobre o destino do Riko original em All for the Game.

Tags

Bodyswap (troca de corpos)AU (Universo Alternativo)IdentidadePoderArco de redençãoSuspenseDramaPOV em primeira pessoaSonhos/VisõesCenário canônicoOOCFamíliaCrossoverFantasiaMistério

Capítulo 1

O cheiro de sândalo e jasmim era a primeira coisa a atingir seus sentidos, pesado e doce, quase enjoativo. Abriu os olhos com um sobressalto, o coração batendo descompassado contra as costelas que, percebeu, não eram as suas. A cama sob ele era grande, macia e ornada com brocados de seda que arranhavam levemente a pele dos braços que, também, não eram os seus. Tentou se sentar, mas uma tontura súbita o forçou a deitar de volta, os músculos tensos e doloridos como se tivesse corrido uma maratona. Fitou o teto, um arabesco dourado que serpenteava por um azul-marinho profundo, com estrelas de cristal que pareciam piscar na penumbra do quarto. Não era seu quarto. Não era seu corpo. A última lembrança era do ônibus lotado, o cheiro de suor e fritura, o barulho da cidade, e então... o baque. A memória era um borrão, mas a sensação de que algo fundamental havia mudado em sua existência era inegável. Levantou-se com mais cuidado, sentindo o peso e a altura de um corpo esguio e surpreendentemente forte. Os dedos se arrastaram pelos lençóis de seda, depois por uma camisola de algodão fina que vestia. Chegou à janela, afastando cortinas pesadas de veludo. A vista era de um jardim japonês impecável, com um lago de carpas e uma ponte de madeira vermelha, tudo banhado pela luz fria de uma manhã nublada. Luxo. Ostentação. Poder. Recuou e, por um instante, o reflexo no espelho de corpo inteiro o fez parar, o fôlego preso na garganta. Era um rosto familiar, mas nunca o seu. Cabelos negros e lisos caindo sobre os ombros, olhos amendoados de um castanho tão escuro que beirava o preto, uma mandíbula afiada, lábios finos. Uma cicatriz fina, quase imperceptível, cruzava a pálpebra direita. Era o rosto de Riko Moriyama. A mente girou. Riko Moriyama. Um personagem. Uma história. Um vilão. Não era possível. Isso era... reencarnação? Em um livro? Naquele corpo? O pânico ameaçou sufocá-lo. Riko Moriyama era um sociopata, um monstro, e seu destino era... bem, não era bom. Um bipe suave soou, vindo de uma mesinha de cabeceira. Havia um pequeno tablet ali, com a tela acesa. Hesitante, tocou-o. Uma mensagem brilhava em kanjis perfeitos. "Café da manhã será servido em trinta minutos. Por favor, desça quando estiver pronto. Seu pai aguarda." Pai. Seu pai. Ichirou Moriyama. Outro nome que pesava como chumbo. Respirou fundo, tentando acalmar o tremor nas mãos. Não havia como escapar. Se estava ali, naquele corpo, a única opção era seguir em frente. Teria que *ser* Riko Moriyama. Pelo menos, um Riko diferente. Pegou a roupa que estava dobrada na cadeira – um yukata de seda azul-marinho com dragões prateados bordados – e começou a se vestir. A sensação dos tecidos caros contra a pele, o peso do yukata, tudo era estranho, mas estranhamente natural. Como se o corpo já estivesse acostumado. Um clique metálico ressoou no ar, e uma luz branca e cegante explodiu na escuridão. O cheiro de ozônio preencheu o espaço. Quando a claridade diminuiu, revelou um cômodo vasto, de paredes lisas e cor de concreto polido, sem janelas. Cadeiras confortáveis, estofadas em couro cinza, estavam dispostas em um semicírculo em frente a uma tela gigantesca, que permanecia apagada. Neil Josten foi o primeiro a se levantar, os olhos azuis faiscando, a mão instintivamente procurando por uma faca que não estava ali. Ao seu lado, Kevin Day soltou um grunhido, batendo na lateral da própria perna, como se conferisse se ainda estava inteira. Andrew Minyard, surpreendentemente, não reagiu com violência imediata, apenas um olhar gélido, estudando o ambiente e os outros que haviam sido transportados com eles. Os Foxes estavam todos ali. Dan Wilds e Matt Boyd, os capitães, confusos e preocupados. Nicky Hemmick, pálido e murmurando uma oração. Aaron Minyard, o rosto uma máscara de surpresa e irritação. Allison Reynolds e Seth Gordon, ambos em guarda. Renee Walker, com uma calma sobrenatural, observando tudo com um brilho pensativo nos olhos. — Onde diabos estamos? — perguntou Matt, a voz grave ecoando no silêncio. Ninguém respondeu. A tela gigante à frente piscou, e um símbolo familiar apareceu: o emblema dos Foxes, uma raposa estilizada. Depois, ele foi substituído por uma imagem em movimento. Era uma sala de jantar luxuosa, em estilo japonês. Uma mesa baixa de madeira escura com lugares para dois. Do lado de fora, a luz do dia entrava por um jardim meticulosamente cuidado. E então ele apareceu. — Riko — sibilou Kevin, o nome um veneno em sua língua. Neil apertou os punhos, um ódio familiar retorcendo suas feições. Andrew permaneceu imóvel, mas seus olhos, sempre atentos, se fixaram na tela com uma intensidade particular. O Riko na tela não era exatamente como o Riko que eles conheciam. Sim, o cabelo preto, os olhos escuros, a estatura. Mas havia algo diferente. Menos a aura de predador faminto, mais uma estranha hesitação nos movimentos. Ele se sentou à mesa, o yukata de seda azul-marinho deslizando suavemente. — Ele parece... estranho — murmurou Nicky, antes de se arrepender e encolher sob o olhar de Kevin. Um homem mais velho, com uma postura impecável e um ar de autoridade fria, sentou-se à frente de Riko. Ichirou Moriyama. A tela não tinha som, apenas imagens. Ichirou começou a falar, gesticulando com a mão. Riko o observava com uma quietude que não lhes parecia característica. O Riko que eles conheciam teria um sorriso perigoso, um brilho de desafio ou escárnio nos olhos. Este Riko parecia... submisso. Ou talvez, apenas cauteloso. Ichirou gesticulou para a comida que era servida por uma empregada silenciosa. Riko pegou os hashis, hesitou por um momento, e então começou a comer com uma formalidade quase robótica. — O que é isso? — Neil perguntou, a voz baixa, carregada de uma raiva contida. — Uma gravação? Ele está nos espionando de novo? — Não tem sentido — Andrew respondeu, a voz rouca. — Se fosse para nos espionar, por que Riko estaria na tela? E por que o Moriyama mais velho estaria com ele? A cena se desenrolou em silêncio por vários minutos. Ichirou falava, Riko ouvia. De vez em quando, Riko assentia ou fazia um pequeno movimento com as mãos, como se estivesse processando informações, não tramando. De repente, a imagem congelou. A tela se apagou, e então acendeu novamente, exibindo um texto em inglês, grande e brilhante: **"BEM-VINDOS, RAPOSAS."** **"VOCÊS ESTÃO AQUI PARA TESTEMUNHAR UMA NOVA REALIDADE."** **"RIKO MORIYAMA NÃO É MAIS QUEM VOCÊS CONHECIAM."** **"ALGUÉM TOMOU SEU LUGAR."** Um arrepio percorreu a espinha de todos na sala. Andrew soltou uma risada curta e sem humor. — "Alguém tomou seu lugar"? Isso é alguma piada doentia? — Ele se livrou de Riko? — Kevin perguntou, a voz embargada, os olhos fixos na tela. A implicação era clara: Ichirou havia substituído seu filho biológico por outro. Ou, talvez, o havia matado e colocado um impostor. A tela mudou novamente. Uma imagem de Riko estava ali, mas não o Riko na mesa de jantar. Era uma foto dele com o uniforme dos Ravens, o sorriso arrogante, os olhos de um predador. Ao lado, a imagem do Riko do café da manhã, o rosto mais pálido, a expressão contida. O texto voltou: **"O RIKO À ESQUERDA ESTÁ MORTO. O RIKO À DIREITA OCUPA SEU CORPO."** **"ELE NÃO TEM MEMÓRIAS DA VIDA DE RIKO. ELE É UM ESTRANHO EM PELE ALHEIA."** **"VOCÊS TESTEMUNHARÃO SUAS ESCOLHAS. SUA PERSPECTIVA. SEU DESTINO."** **"NÃO INTERAJA COM A TELA. NÃO INTERAJA UNS COM OS OUTROS DE FORMA VIOLENTA. SEU SILÊNCIO É ESSENCIAL."** **"O LIVRE-ARBÍTRIO DE RIKO É O NOSSO ESPETÁCULO."** A voz de Matt foi um trovão. — Isso é insano! Como alguém pode "tomar o lugar" de Riko? Ele é um clone? Um robô? — A família Moriyama é capaz de qualquer coisa — Dan disse, a voz tensa. — Se eles se cansaram do Riko original, podem ter arranjado uma substituição. Neil olhou para Kevin. Kevin olhou para a tela, onde as duas imagens de Riko se contrastavam tão drasticamente. Um Riko era a personificação da maldade, o outro era uma tela em branco. — Então o Riko verdadeiro está... morto? — Kevin murmurou, a voz quase um sussurro. Não havia luto ali, mas uma estranha sensação de vácuo. Toda a sua vida foi definida pela sombra de Riko, pela rivalidade, pela vingança. Se Riko estava morto, quem era ele agora? Andrew, no entanto, não parecia tão convencido. Seus olhos esquadrinhavam o texto, os detalhes das imagens. Ele conhecia Riko. Conhecia o tipo de maldade que ele era. E a ideia de que "alguém" pudesse simplesmente "assumir seu corpo" soava como uma desculpa. — Eu não acredito nisso — ele disse, a voz monótona. — É uma manipulação. Moriyama está jogando algum jogo sujo. De novo. — Mas por quê? — Allison perguntou, os braços cruzados sobre o peito. — Para que nos prender aqui e nos mostrar... o novo Riko? — Para nos quebrar — disse Neil, a mandíbula travada. — Para nos manipular. Para nos mostrar que ele pode fazer o que quiser, até mesmo com a vida do próprio filho. É uma demonstração de poder. A tela piscou e a cena do café da manhã recomeçou, desta vez com som. A voz fria de Ichirou Moriyama encheu a sala. — Riko — Ichirou disse, a voz severa, mas sem a crueldade aberta que os Foxes esperavam. — Você está atrasado. O Riko da tela fez uma reverência apressada, um pedido de desculpas em japonês que ninguém ali entendeu, mas que parecia genuíno. — Não precisa se desculpar, Riko — Ichirou continuou, a voz um pouco mais suave, mas com uma borda afiada. — Apenas certifique-se de que não aconteça novamente. Seu desempenho na última partida foi... inadequado. Temos muito a conversar sobre sua atitude e sua posição na equipe. O Riko na tela assentiu, os olhos baixos, parecendo absorver cada palavra. A cena continuou. Ichirou falava sobre o time, sobre as expectativas, sobre o legado dos Moriyama. O Riko que eles conheciam teria se irritado, teria contra-argumentado ou ignorado. Este Riko apenas ouvia, com uma atenção quase estudiosa. — Ele não é Riko — Renee disse, a voz suave, quebrando o silêncio atordoado. — Ele não é nada do que Riko era. — E por que deveríamos nos importar? — Andrew perguntou, o tom indiferente, mas os olhos ainda fixos na tela. — É Riko Moriyama. Não importa quem esteja dentro. É o rosto dele. É o nome dele. E é a família dele. Mas, enquanto a cena se desenrolava, e o Riko da tela respondia com frases curtas e respeitosas, sem o veneno ou a arrogância habituais, os Foxes começaram a sentir uma estranha dissonância. Era como ver uma pintura famosa onde os traços principais estavam ali, mas a alma da obra havia sido substituída por algo completamente diferente. O Riko da tela, depois de comer com uma compostura que o Riko original nunca exibiu, levantou-se. Ichirou o dispensou com um aceno de mão. Ele se curvou novamente, e então saiu da sala, os passos silenciosos, a postura menos grandiosa, mais... comum. A tela congelou, e o texto reapareceu: **"COMO VOCÊS REAGIRÃO AO NOVO RIKO MORIYAMA?"** O silêncio na sala era pesado, interrompido apenas pela respiração tensa dos Foxes. Kevin olhava para a tela com uma mistura de fascínio e repulsa. Neil ainda tinha as mãos cerradas. Andrew parecia divertido, ou talvez apenas entediado. Mas em todos os rostos, havia uma única questão: quem era aquele Riko, e o que exatamente a família Moriyama havia feito?

Fim do que foi escrito

O que acontece depois é com você

Continue esta história de onde ela parou, ou reescreva do seu jeito.

Compartilhar:XTelegramReddit